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AOS MEUS SIMILARES MAIS SEMELHANTES

Por Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.

01. Prefira reduzir a velocidade do envelhecimento na maturidade a acrescentar mais anos à velhice.

02. Não se esqueça de que hoje é sempre melhor que amanhã. Ninguém é mais forte amanhã, se hoje for fraco.

03. Peso e saúde são percebidos como inversamente relacionados, e ambos dependem da comida e da bebida que você consome.

04. Má saúde, não idade cronológica, é que nos faz sentir velhos quando ainda não vivemos 90 anos.

05. São nossos critérios, baseados em azedas experiências, que nos fazem avaliar com azedume as coisas novas que encontramos.

06. Nossas expectativas de longevidade são resultados de uma combinação de genes com estilo de vida. O primeiro não depende de nós, mas o segundo, ninguém nos impõe.

07. Quatro práticas para saúde equilibrada: dieta de bom senso; gerência de estresse; exercícios físicos; e envolvimento físico, emocional, e intelectual. Combine tudo com meditação e ego.

08. Você não conhece o poder que está no lado escuro das coisas que lhe parecem muito claras. Nossa Lua tem sugerido isso.

09. Toda hipótese sobre qualquer coisa, evento ou idéia, tem uma rival, que é o contrário dela. Nada defina para si, sem conhecê-la.

10. Existe uma misteriosa quantidade certa para tudo que fazemos ou consumimos para nós mesmos. Além dela é sempre pior.

11. Câncer é principalmente uma doença de mamíferos consumidores de carne vermelha; é pouco conhecida entre herbívoros e alados; mas, há muito mistério ainda nas proteínas.

12. Nossa genética vive brincando de cobertor curto conosco: menos proteína, menos câncer, mas, menos poder mental.

13. Devemos ser uma pesquisa viva, em que somos simultaneamente o pesquisador, o experimento, e o controle. Há tempos faço isso com alho, magnésio, guaraná, pólen, e óleo de peixe.

14. Auto - disciplina é a única virtude incubadora ao alcance de todos. Quem come e bebe devagar come e bebe menos e fica por mais tempo alimentado, sóbrio, e satisfeito.

15. Mais antioxidantes significa menos formas de câncer. Todavia, menos antioxidantes significa melhor preparo do corpo para combater as várias formas de câncer. Mais um quebra-cabeça!

16. Se você aos 60 está com boa audição, vigorosa massa muscular, boa vista e rápida cicatrização de um corte, pode ser que sua idade fisiológica esteja entre os 40 e 50.

17. Prolongadas dietas baixas em carboidratos e altas em proteínas têm sido associadas com crescente mortalidade. Durma com um barulho desses: os inversos ou engordam ou não evitam câncer.

18. Resveratrol e restrição calórica provavelmente desaceleram o processo de envelhecimento. Entretanto, os efeitos de restrição calórica só aparecem em anos de contínua prática, e os efeitos do resveratrol somente após anos de consumo diário de vinho tinto. There is no free lunch na busca da longevidade.

19. Quer seja pelos minerais, quer por outros ingredientes vitamínicos presentes nos órgãos que mais trabalham no corpo, o consumo intermitente de coração, fígado, moela e rins nos faz muito bem. Nenhuma carne é digestível com menor turbulência que estas.

20. Diabetes mata pouco, mas mutila muito. A natureza nos ensina a combatê-la de forma fácil com intenso consumo de soja.

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APATIA

Por Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.

A apatia, segundo sua derivação grega, é uma ausência de sentimento ou emoção. Há pessoas para quem um certo grau de apatia é natural: são os “chumbosos”, pesados e passivos consumidores, para os quais nada parece ser bastante interessante. Eles não são apenas calmos, mas desistentes de tudo e de todos. A calma pode ser um resultado de força, coragem ou confiança. A apatia deles é o resultado de torpor ou de fraqueza. Esta apatia é quase uma doença. Não é a ela a que me refiro. Aqui falo de uma apatia que é sinônimo de indiferença. Com ela se dá, em vez de se ter estresse.

Sob o ponto de vista da filosofia estóica, a apatia a que me endereço é quase um estado desejável, se não se sofre com ela. É a liberdade de paixão, excitamento ou emoção. Epicuro nos recomendava essa falta de sentimento para pensarmos melhor, para vermos mais claramente as coisas e os comportamentos. Não é fácil.

O método científico, de certa forma, fica mais forte quando os pesquisadores são, neste sentido, apáticos aos fenômenos que observam. Shakespeare nos falava de algo parecido quando disse que não conseguia distinguir a honra em um olho e a morte no outro. Um desconhecido J. P. Senn sugeriu uma vez que nada preserva mais o corpo que não sentir o coração. Somos realmente muito fortes quando somos indiferentes aos pruridos das emoções primárias. Um tal de Ouida disse que a indiferença é o gigante invencível do mundo. Dessarte se torna samurai ou yogue, ascético e sábio.

Entretanto, o lado negativo da apatia, ou da indiferença, é que com a ausência de sentimento também desaparece o interesse. Este é a mola propulsora da busca de ser e de ter. Quando não buscamos, não mudamos nem fazemos mudar. A vida sem transformação em nós, e nas coisas que nos afetam, é inútil à sociedade. Aí está o principal problema da apatia, fora da investigação científica.

A apatia que gosto de ter é o desinteresse pelo que está aí acontecendo aos indivíduos e nos eventos; por aquilo que qualquer um é capaz de apanhar e ter; e por aquelas poucas coisas que muitos podem ter sem merecer. Gosto da apatia que nos faz aborrecidos com o comum, e que nos faz fugir para o extraordinário.