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SANGUE LEVE
Prefiro as conversas edificantes sem bebidas e comidas. Apenas meu guaraná em pó de cada hora me estimula a estudar situações, dramas e impasses, a criar e rever. Sou mais preciso com ele que com qualquer nível de álcool ou proteínas.
Gosto de algum álcool do vinho tinto noturno para escrever e para conversar, nunca da cerveja ou de carne para esse fim. A cerveja não deixa na boca o sabor que suspende o pensamento.
Em inglês existe a palavra “sip” - um modo de molhar os lábios com algumas gotas caindo na língua. Com a cerveja isto é impossível. Os grande goles que exige de certa forma a vulgariza.
Não sei orientar quem quer que seja, se de antemão estou sabendo que a pessoa está se alterando a cada gole e a cada bocada. Somente o cérebro não estimulado por bebida ou comida recebe orientações que ficam. Se me fosse dado escolher, somente faria palestra ou daria aulas em jejum, com todo o mundo em jejum.
Com o estômago vazio, o sangue flui mais rapidamente. Ainda não foi carregado das impurezas possíveis em cada alimento. Supostamente temos um cérebro sendo irrigado por sangue leve. Isto deve favorecer o raciocínio desejável.
Os frades medievais e alguns de hoje rezam em jejum às 4 horas da manhã para infundirem mais fé no que raciocinam. Acredito que se estudássemos sempre de estômago vazio aprenderíamos muito mais. Quando bem alimentados nosso raciocínio se arrasta pesadamente.
Baseado neste princípio, os que desejam realmente dedicarem-se ao trabalho intelectual, lendo e escrevendo, deveriam deitar-se às 21:30 e acordar às 05:30 para estudar, sem comer ou tomar qualquer coisa. O homem é melhor para qualquer coisa em jejum.O próprio sexo em jejum é mais potente.
Por quê? O sangue do corpo sob o comando do cérebro atende primeiro à digestão, por que esta está associada à sobrevivência, missão primordial. Quando o sangue está trabalhando no estômago não estará completo com toda sua força em nenhum outro lugar do corpo.
Nada havendo no estômago em sossego, o sangue do cérebro tem toda a liberdade para fazer o macho mais potente e a mente mais produtiva.
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HÁBITOS QUE DÃO CERTO
A longevidade de uma pessoa se hasteia nos hábitos que ela tem. Procurar saber, aprender, e adotar os hábitos sadios dos longevos é a maneira mais prática de se tornar um deles. Considero-me um longevo, apesar de não ser idoso (carregado de anos vividos). Tenho lá minha penca, mas estou longe de um cacho. Quando me perguntam a idade, devolvo-lhes a pergunta: quantos anos lhe pareço ter? A idade aparente percebida por quem quer saber é sua melhor idade para quem pergunta. Encontrando a média aritmética de todas as idades percebidas, você fica sabendo a idade que aparenta ter. Nada mais correto que isso para pautar seu comportamento futuro. Comporte-se segundo a idade percebida por dezenas de pessoas, e você estará vivendo o real. Nada mais confortador que estar no real percebido, mesmo falso.
O real revela seu estado de saúde. Este revela o que é percebido. Afinal, quando nossos critérios de qualidade pessoal não coincidem com o percebido para nada servem. Tenho seguido as recomendações dos persas com exceções:
1. coma cinco pequenas refeições por dia;
Comentário: não sei o que é para outros pequenas refeições. Para mim, pequena refeição é menos de 150 gramos. E, por que cinco? Três não bastam?
2. Suba escada em vez de usar elevador;
Comentário: tudo muito genérico. Qual a frequência das subidas? Qual a velocidade? Quantos degraus? De um a um ou de dois em dois?
3. Ria à vontade;
Comentário: Sorrir é fácil, rir não é. Considere-se abençoado quem encontra uma oportunidade de gargalhar uma vez por mês. Outra generalidade até certo ponto irresponsável.
4. Beba 8 copos dágua por dia.
Outra bobeira. Ninguém, a não ser em regime obrigatório, bebe oito copos dágua por dia. Com toda minha disciplina pessoal, não bebo quatro.
5. Relaxe com meditação.
Em primeiro lugar, parece que ninguém sabe muito bem o que seja relaxar. Cada um inventa o que pensa ser relaxamento. É possível livrar-se de alta tensão, mas relaxar pode ser outra coisa.
O que desejo tornar evidente é que não há hábitos que dão certo a todos. Cada um tem que definir os próprios hábitos, e se não derem certo, voltarem a repeti-los, se ainda tiver vontade de fazer isso.
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5
ANALFABETISMO CIENTÍFICO
Atribuo ao analfabetismo científico de importantes governantes no três níveis administrativos, os erros, lapsos, imprecisões, aberrações, fracassos e irregularidades dos quais o povo purga e o presidente se ufana. Há algo de falso quando o ufanismo voa e a realidade se arrasta.
O Presidente está na fase de vida em que se simplifica a realidade. O Brasil está ganhando espaço internacional, mas pouco avança internamente. Se usássemos um critério para desenvolvimento de um país de grande dimensão territorial seria a quilometragem de estradas alfastadas, considerando que ainda dependemos do carro para nos comunicar efetivamente e fazer negócios.
Somos infantes nisso, comparativamente aos países de alguma expressão econcômica internacional. Nosso presidente globe-trotter e ufanista pouco se importa com o real – está obumbrado pelos próprios sonhos grandiloquentes. O país cresce com tal pujança vegetativa que não precisa ser vendido para ter ofertas. Lula nada mais faz de mérito que oferecer o abundante.
Por quanto tempo a oferta será mais atraente que a demanda? Outros países em outros cantos do globo estão crescendo silenciosamente. Poucos dos seus presidentes os estão colocando nas prateleiras do mercado internacional. Nisso consiste o oportunismo triunfante de Lula?
Alguns políticos de ampla mídia e de pouca ciência são convidados para ocupar altos cargos na direção do país. Têm que desempenhar específicas funções no governo, envolvendo decisões sobre as quais não possuem teorias científicas. Seriam estas desnecessárias para a condução do País? Sem teorias científicas sobre o que fazem, seriam eles capazes de fazer análises, estudar os riscos ou predizer consequencias?
A “numerofobia” para análise estatísticas é um lugar-comum entre administradores públicos. Parecem desprezar os aspectos quantitativos dos problemas que lhes afetam. Preferem deduções intuitivas e entregam a auxiliares burocratas as partes mais importantes para as soluções.
Uma grave sequela da fobia ao quantitativo é o desinteresse pela lógica e pela atitude científica. Os raciocínios lógicos lhes parecem bons, mas são defeituosos. Embora possam ter auxiliares cientificamente treinados, estes nada podem fazer que contenha os impulsos do generalista influente.
Não é fácil ajudar quem precisa mostrar que não precisa de ajuda.
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5
VOCÊ É O QUE NÃO COME
Cientistas da longevidade e especuladores têm estado explorando várias rotas para aumentar os anos saudáveis vindouros. Uma das metodologias que tem ganho muita atenção é a restrição calórica: quanto menos se come menos calorias. Em outras palavras, calorias são mortais. O princípio é consumir o menor número de calorias possível.
A forma mais direta de consumir pouca caloria é comer pouco. A prática de hara chi bu ensina que você deve comer apenas 80% do que considera suficiente. Suficiente é aquele ponto em que não mais se tem fome. A fórmula é antiga, é do século XII: Santo Agostinho – um dos fundadores da Igreja Católica – aconselhava que devemos parar de comer quando não mais tivéssemos fome. Restrição calórica é o princípio. Deixe 20% do que iria comer, no prato. Tenho usado esse método com grandes vantagens. Há muito tempo não passo dos 64,500 kg, que foi o máximo que jamais atingi. Comer ad libitum é mortal.
A dieta com restrição calórica não é útil somente ao humano, é também aos outros humanoides. Os experimentos na Biosphere 2 (setembro 91 a setembro 93) mostraram os efeitos da restrição calórica em pessoas. Humanos, quando limitando suas calorias mostram os mesmos efeitos nos marcadores de nível sanguineo, que são características de restrição calórica em outros mamíferos.
Não me preocupo muito com longevidade quando escrevo sobre este assunto. Mais me preocupo com a vida corrente, e o que restrição calórica me pode dar. Recentemente fui informado sobre o SIR2 (Regulador de Informação Silenciosa) que é evolucionaria, típica de mamíferos, incluindo humanos. Regula a idade no fungus. O resveratrol contido no vinho tinto estimula o SIR2, potencialmente em fungus, sem restrição calórica.
Mas, o fundamento da restrição calórica, independente do que se come é comer pouco. Há anos como menos do que quer que seja menos de 250 g por almoço, depois que fiquei em jejum pelo menos 10 horas.
Como diz o Dr. Mark Mattison, limitando calorias ou jejuando induz mudanças fisiológicas saudáveis no cérebro, favorecendo melhoramentos cognitivos. Estes incluem decrescentes formação dos danosos radicais livres; melhor utilização de glucose pelas células cerebrais ; aumento da secreção dos sinais bioelétricos ou fatores tróficos, ativando genes neuroprotetivos.
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2
Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.
1978: Conclusão do Curso de Ph.D. em Ciência da Informação na University of Wisconsin, Madison, Wis. USA
1968: Conclusão do Curso de Mestrado (Magister Scientiae in Librorum Scientia) Washington, D.C. USA.
18 livros publicados nas áreas comportamentais e pesquisa científica.
** 1.115 (?) artigos (Trivia Philosophica) publicados pela Internet nas áreas de filosofia, ciência, e religião. *** 59 pesquisas independentes efetuadas em atividades acadêmicas.