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dez
17
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17
PESSOAS ERRADAS PARA VOCÊ
Temos poucas oportunidades para escolher as pessoas mais ou menos permanentes em nossas vidas. Mesmo entre as pessoas selecionadas, a chance de conviver com algumas erradas é alta.Os espinhos delas estão escondidos além da polpa, como nos caroços do pequi, logo após o saboroso creme.
A força do nosso magnetismo pessoal parece ser uma função do tipo de pessoas que selecionamos e inserimos em nossa vida. Quando várias delas são erradas para nós, elas atuam como bloqueadores de nosso magnetismo. Ninguém o tem em expressão suficiente para dissipar suas influencias. Embora não sejam suas inimigas, as pessoas erradas “não gostam de você” mas não dizem isso a ninguém. Sutilmente: enfraquecem seus relacionamentos com outros colegas; evitam você quando podem ter uma boa desculpa; não discutem seus problemas pessoais com você; julgam seus progressos usando peneira fina para seus erros; buscam evitar que suas boas ideias influeciem seus amigos; não fazem nenhum esforço para premiar seus méritos; não compartilham suas experiencias com você; e tentam minar sua auto-confiança quando o percebem progredindo.
É antigo vezo meu aprender mais com o complemento que com o conteúdo do que me ensinado. Se me ensinam P aprendo mais com Q. Se estou vendo um filme, busco o que as cenas não estão mostrando. Sou um tipo estimulado pela cara quando dá coroa. Assim, tenho conseguido evitar as influencias de pessoas erradas cujas sementes vieram com os tomates. Mas, não aprendi ainda a complementar na vida prática meu incultivado magnetismo, que em geral, mais me tira que me dá. Dessarte, as pessoas erradas em minha vida estão sempre tirando ‘partido de mim”.
Pessoas magnéticas são alvo de ciúmes sociais, em qualquer tempo e lugar das pessoas erradas e das potencialmente erradas. Descobri-las antes de conviver com elas é para mim um dos melhores usos da inteligencia.
Tenho observado que as pessoas erradas que você inocentemente trata como pessoas certas obstaculizam o exercicio de seu magnetismo pessoal. Elas podem ter ou não culpa, mas sempre serão como a mosca que caiu na sua sopa. Você pode descartar o acidente, mas a sua refeição estará definitivamente estragada.
dez
16
ESTRESSE NOS SIGNOS
O estresse oriundo de muito trabalho é uma brisa comparado com estresse oriundo de relacionamentos com as pessoas erradas para nós. Acostumamo-nos com o ritmo do trabalho intenso e o estresse vai ficando menor, mas com as pessoas erradas nunca nos acostumamos, e com o tempo, o estresse vai ficando cada vez maior. Apesar do muito especulativo que existe nas generalizações das interpretações zodiacais, tenho observado que alta compatibilidade de nosso signo com os de pessoas com quem convivemos é influente em nosso bem-estar. Os signos astrológicos de pessoas a quem estamos ligados diariamente determinam o quanto elas podem ser estressantes para nós. Pessoalmente já sei que os signos de pessoas que mais me estressam são aquarius, gemini, virgo, cancer, leo e capricornio, isto é, a metade dos doze signos, para meu azar. Por outro lado as pessoas que menos me estressam são as de peixes, escorpião e touro, nessa ordem. Numa fase de vida acadêmica, interessava-me muito a compatibilidade de signos em casais. Mandava alunos de mestrado desenhar pesquisas para testar a hipótese da compatibilidade. Resultados de várias levavam a concluir que o casal menos estressante era de peixes com peixes e o mais estressante o de aquarius com aquarius. Outros resultados sugeriam que quando um dos membros do casal era de peixes, o casamento era menos estressante. Mas, quando um deles era de aquarius, o estresse era alto, principalmente se um dos membros fosse gemini ou aquarius. Capricornio era outro campeão de estresse para sua contraparte. Somente causava menos estresse, quando o outro membro fosse peixes ou escorpião. Virgo não é muito diferente: causa estresse até em estátua. Somente seria tolerável com a mansidão de peixes, com a versatilidade de scorpio e com a paciencia de taurus. Com uma contraparte de virgo pegaria fogo. Outro signo que quatro das pesquisas revelaram como contraparte dificil no casamento era leo. Leo somente se dá bem com peixes e com escorpião, porém, não sem algumas brigas. Sua pior escolha seria aquarius ou gemini. Como ariano amei muito uma leo na mocidade, mas não nos acertávamos nem para beijar. Quase virava o meu rosto com suas mãos intensas. Enfim, a compatibilidade no casamento é um fascinante assunto. Por mais abstrata que seja, ela é mais concreta que certas descrições de perfis psicológicos feitas por incipientes. Todavia, tenho verificado que o causador maior de estresse no casamento é ignorância e falta de respeito mutuo no casal. Independentemente dos signos o que mais causa estresse no casamento é estupidez contagiosa.
dez
13
LAZER = SATISTAÇÃO : NECESSIDADE
Há algum tempo dedico-me à pesquisa informal de saber o que pessoas aposentadas fazem no lazer. Tenho verificado em minhas anotações que a maioria (+de 66%) não sabe o que fazer durante o longo tempo diario em que não trabalha ou se preocupa com ganhar. Faz o que calha no momento e principalmente nada faz. Nada fazer não é lazer. Lazer é uma atividade diferente do que se faz habitualmente com um propósito. Absolutamente, não é inercia. É uma atividade física ou mental que diverte ou distrai. Distrai do quê? Da outra atividade que é necessaria, tal como trabalhar para ganhar dinheiro. Esse é conceito atual do lazer. Mas, há um outro lazer. O lazer verdadeiro nos tem que fazer felizes, como o trabalho às vezes faz. Ele tem que identificar nossa outra personalidade tanto quanto a profissão nos identifica na sociedade. “Diz-me o que faz no lazer e direi quem és” poderá ser o moto comum no futuro próximo, quando o lazer de certa forma for mais importante que o trabalho. Pessoas desenvolvidas nas sociedades medievais trabalhavam muito pouco. Os escravos faziam o trabalho que garantia a alimentação e outras necessidades pessoais dos senhores. Estes se dedicavam a aumentar a riqueza através de negociação com os pares; aos problemas do Estado; e à contemplação das questões éticas e morais, inclusive à filosofia e literatura. O uso produtivo do lazer pode nos levar acima das limitações ordinarias que o trabalho capitalista nos impõe. É o que tenho experimentado nestes últimos tres anos de lazer produtivo. É o que experimentei recentemente em João Pessoa. A mente pouco cria, apenas redunda o que já existe, quando empregado nosso tempo para garantir a satisfação de pouco mais que necessidades fisiológicas. O futuro precisará mais de pensadores que de trabalhadores. Os robôs, cada vez mais especializados, farão os trabalhos hoje feitos por operários, engenheiros e técnicos. Então, pessoas desenvolvidas - mais de 60% - serão pensadores, artistas e escritores, sem quase nenhuma necessidade pessoal. Tudo lhe será provido para avançar a ciência e as artes.
dez
13
SORTE OU CHANCE?
φ ou ψ
Os simples entendem que alguém tem sorte quando é afortunado, i.e. as vantagens lhe chegam sem que tenham planejado ou trabalhado para te-las. O pouco que faz dá certo e o muito que não faz parece ser perfuntorio. Essa sorte de origem misteriosa que desconsidera a probabilidade dos eventos em suas combinações e permutações, como ensinadas pelos matemáticos das probabilidades: Pascal, Huygens, Bayes, Bernoulli e De Moivre, é obra do acaso, do fortuito, da chance cega, do determinismo - assunto de teólogos. Cabe a eles reconciliar a livre vontade do homem com a predestinação de Deus; acasalar sorte e azar com a providencia divina. Não há mérito em ter sorte. Usar a chance é que tem. Sorte é destino, é karma, fortuidade ou serendipidade. Não há controle na sorte. Sem controle, qualquer evento é uma ilusão que pode ou não dar certo. A chance é filha da competencia. É sinônimo de probabilidade, possibilidade, contingencia e tendencia. Uma pessoa tem chance em qualquer caso quando desenvolve competencia e sabe usar a oportunidade que se lhe apresenta. Há sempre alguma probabilidade em qualquer evento desejavel (<1.0 e >0.0) de que ela tenha mais que sorte quando faz tudo certo. Este princípio se aplica tanto a pessoas como a empresas. Honestamente, somente se tem sorte com competencia. Obviamente, a probabilidade de que tenhamos chance de o que desejamos é menor quando nosso conhecimento e prática das variaveis envolvidas são insuficientes. Daí a diferença entre ganhar e ter sucesso. Para ganhar, em geral, é preciso que alguém perca, mesmo quando o conhecimento seja insuficiente, mas é possivel ter sucesso onde ninguém falhou. Assim sendo devemos usar as leis da probabilidade como base para a ação ou problemas práticos, que Boole e Venn chamaram de “lógica da chance”, pela qual o que se faz pode não dar certo, mas é lógico. Somos racionais quando atuamos com essa incerteza, e irracionais quando deixamos que o acaso faça acontecer o que desejamos que aconteça. Dessarte, temos que ter competencia para termos chance, e esta, sabemos, não se ganha com sorte. É uma especie de instrumental necessário, mas nem sempre suficiente para te-la. Entretanto, mais vezes a temos com ela que sem ela.
dez
12
ALÉM DO ESTRESSE
Já se sabe que estresse é principalmene psicossomático - lacunas entre o desejado e o realizado. Estudos feitos em 1983 na University of Pittsburgh mostram que pessoas estressadas se beneficiam com relaxamento muscular diario, concentrando-se em cada músculo tenso e mentalmente os descontraindo, como se estivessem embaraçados. Entretanto, é apenas uma de várias técnicas. Um fato é que o estresse é cumulativo: o de casa vai para o trabalho e do trabalho para a rua e a todos os relacionamentos do estressado. Mais frequentemente acrescentamos que nos livramos dos que já temos. Às vezes é um assassino silencioso que carregamos conosco como uma sombra. Nao o notamos, mas sentimos os seus efeitos. Uma edição do Times de maio de 2003 que muitos dos 30 mil japoneses são jovens cheios de vida. Um fato curioso entre essa classe de suicidas é que eles não querem morrer sós.
Ser assassinado pode ser responsabilidade do outro. Suicidar-se é responsabilidade de cada um. A coragem é mais forte com coniventes praticando o mesmo ato? Mas, o que leva o jovem e o não-jovem acompanhado ou só a tirar a própria vida? Estresse extremado causado por vários serios motivos. Alguns os driblam buscando distração e comendo mais. Fazer sexo tem sido apontado como excelente paliativo para as altas crises de estresse. Mas, este quando atinge depressão, nem sequer sexo quer. O problema é que homem ou mulher em estado de extremo estresse não tem tesão. A pessoa fumante o dribla melhor que a não fumante. Tenho observado que beber é problema para o estressado. Costuma beber demais para fugir do estado doentio e acaba mais estressado e mais violento. Drogas têm efeito semelhante.
Penso que estresse seja mais cultural que genético. Aloja-se na crescente lacuna entre o desejado e o realizado que muitos experimentam diariamente. Dizem que uma educada, cosmopolita e economicamente ajustada experimenta dez punçadas de estresse por dia: 3 no lar, 3 no trabalho, 3 no trânsito e 1 quando está com amigos. Você se livrará incompletamente do estresse quando estiver bem aposentado e aprender a levar a vida como se fosse uma pluma, sem ser sério ou urgente. Deixe sua e a natureza de outros agir. Ela tem o seu livre curso para tudo que é natural e comtemporâneo. Às vezes sua filha de quinze anos chega em casa às 4 da manhã.
dez
11
O FUTURO É 2045
Sem querer dar uma de vidente ou Nostradamus, acredito ser esta uma opinião informada. Esta é mais que um Trivia, é uma Poita Filosófica. O futuro final ou quase para as pessoas que estão vivas hoje é 2045. Em 37 anos futuros, as crianças nascendo hoje estarão na idade na qual a maioria das pessoas morre, mesmo com todos os recursos médicos modernos. Por que será que Cristo viveu somente 30 anos? Em 2045, os adultos de hoje estarão morrendo ou já mortos. Longevos e centenarios são exceções, sem nenhuma consequencia para os que vão morrer amanhã. O número de pessoas que morrem mais cedo que a média e mais tarde que a média segue uma distribuição mais ou menos normal (-3.0 e +3.0 desvios padrão). Nas variáveis nascimento e morte, 8% da curva morrerão mais cedo e 8% morrerão mais tarde. Nada espetacular. Longevos vivem um pouco mais e crianças morituras um pouco menos. Mas, como dizia Machado, somos todos pontuais na sepultura. A meta genética é nos levar a procriar, lutar, crescer, sofrer e gozar, para depois nos matar. Como no mundo animal em que a maioria vive no máximo trinta anos, também homens, acabando sua fase de procriação aos 50 anos, somente vivem mais excepcionalmente, porque aprenderam a prolongar a vida. À genética, a longevidade não interessa, mas à criatividade mental, talvez. Certamente, não interessa ir além de 2045 aos que estão nos 30 hoje. Após os 75 anos, somos todos afectáveis por doenças conhecidas e desconhecidas. Sobreviver a elas custa muita dor ao individuo e desprazer à sociedade. Poucos têm aos 75 prazer sexual. Homens não conseguem duas ejaculações chuvosas por semana. A mulher de 75 já esqueceu a sensação do mais fraco orgasmo. Nessa idade, a única atividade que se torna forte é a crença, se você a escolher como último refugio. Sic hoc legere scis nimium eduditionis habet.
dez
10
ANIMOSIDADES ENTRE MACHOS
O macho de qualquer especie hominideo é propenso à zanga por qualquer coisa. Um olhar aparentemente interessado dirigido à femea do melhor amigo pode instantaneamente desandar num desafio ao status de macho em risco de perda de sua femea. Agressão física é possível, porém o mais comum motivo para a animosidade é a perda do status de macho preferido ou mesmo o risco de a femea preferir o outro. No mundo dos chimpanzés e dos bonobos a animosidade é causada pelo ciúme da reprodução de duvidosos rebentos. No mundo dos homens deveria ser apenas isso, mas não é. Criar até a mocidade filho de outro é fogaréu. A simples suspeita queima indiscriminadamente. Chimpanzés e homo sapiens não querem para evitar essa suspeita partem pra agressão, mesmo quando a reprodução é ainda improvavel. O status do macho está sendo desafiado. Griskevicius, professor de marketing da University of Minnesota e seus co-autores verificaram que existe evidencia conclusiva de que simplesmente ativando um desejo por status pode acionar uma agressão. Num jantar num hotel em Viçosa peguei uma garrafa e fui até a mesa de um indivíduo que não parava de olhar para minha mulher. Meu status de casado me obrigou a isso, mas não sei se seria diferente, se ela fosse apenas minha namorada. Olhares insistentes à sua mulher equivalem à intenção de sexo com ela. Aventuras como essa, cuidados anti-concepcionais raramente são tomados. Logo, a reprodução é um grave risco. Perde-se o status e desvia a genética. Para homens, diz Griskevicius, lutar por status equivale a lutar para a sobrevivencia de seus genes. Assim sendo, se você não luta para a sobrevivencia de seu genes, você estará cometendo um suicídio evolucionário. Tive um irmão que morreu sem procriar nem probabilisticamente. Acho isso um dos mais profundos erros da Igreja Católica, ao impedir celibaticamente que seus sacerdotes procriem. Mais que isso, as suas regras comportamentais os proibem de terem animosidades com outro macho.
dez
9
NENHUMA RESISTENCIA VALE A PENA
Acredito que a força de vontade não tem os méritos complexos que lhe dão. Tem algum mérito sim, mas é de natureza simples. Resistir facilmente se torna um hábito. Uma vez hábito pouco esforço requer. Em muitos casos o mérito está em não resistir às tentações para auto-satisfação com o que quer que seja. Vivemos somente o presente; a satisfação e a dor estão nele apenas. Os filósofos desde Aristóteles têm repetido isso ad nauseam. Resistir à satisfação do agora é mais difícil que resistir à dor de amanhã. No futuro,sempre se encontra um alívio para a dor, mas nada substitui a satisfação do agora. Não se pode ter satisfação agora se a queremos no futuro; não podemos ter dor no futuro, se já não a temos agora. Os prognósticos médicos são irresponsáveis generalizações quando tiram a satisfação do agora. Eles precisam antes entender a vida presente de cada cliente. Sem esse entendimento trabalham com inferencias do passado de outros clientes e antecipações sobre o cliente presente. Meu conselho é portanto, não resistam às tentações. Elas são as guias do seu prazer de viver. Fazem parte da vida. Viver é gozar, quem não goza, sofre. A própria dor é assim, faz parte da sua vida. Sofra a dor, não resista, e, se possível, tire prazer dela. Não é retórica não. Há prazer na dor, por absurdo que pareça. Basta esquece-la: com anestésicos quando fisiológica, e com satisfação, quando psíquica. A única resistencia que vale a pena é quando a tentação é pequena. Penso que fomos criados para sermos tentados. Infelizes seres são os que não são. Animais de toda a criação não resistem à tentação de trepar e de comer. O homem disfarça um pouco, mas não é diferente. Afinal, nascemos pra isso, e o intelecto e as emoções somente atrapalham um pouco. Resistencia às tentações, creio eu, atrapalham o surtir do psíquico.
dez
7
UNIVERSIDADES EMPÍRICAS
Não há como não se aborrecer escrevendo sobre o progresso de nossas universidades das últimas três décadas. Diz-se que uma universidade é empírica quando seus fundadores e diretores desconsideram as teorias em que se fundaram as melhores. Atêm-se às experiencias pessoais, quase sensorias para julgar seus progressos; focam-se em quantitativos, principalmente. O quantitativo de alunos conduz o quantitativo de investimentos para ter mais alunos. Naturalmente, quanto mais alunos mais ganho. Esta parece ser a única meta que disputam as universidades particulares. As públicas também buscam ganho no número de matrículas e outros expedientes. O mercado educacional está cada vez mais expansivo para ambas. Com tais comezinhos objetivos, onde nossa educação chamada superior vai encontrar esperança de melhora e medo de piora? A incessante busca de dinheiro estagna a mente e com ela a educação. Sendo o objetivo de nossas instituições de ensino de terceiro grau a continua expansão de cursos, de filiais e de ganhos é desejável que elas usem os mesmos instrumentos gerenciais das empresas modernas para atingirem os mesmos fins. Que saiam da penumbra dos negócios sem visar lucro para o “education is big business” pagando impostos e oferecendo qualidade. Uma forma de levar a sério seus propalados intentos educacionais é experimentar algumas das melhores práticas de gerencia nas empresas, que ganham muito, globalizam-se e continuamente melhoram seus processos e seus produtos. As quatro seguintes são as mais usadas pelas 500 empresas - top da Revista Fortune: Planejamento Estratégico, pelo qual se desenvolve um programa abrangente, posicionando os negócios para terem sucesso a longo prazo; Declaração da missão e da visão, pela qual se descreve o que a empresa se tornará e como chegará lá; Benchmarking, usado para comparar as atividades da empresa com as correspondentes das melhores do ramo; e Mensuração de satisfação do cliente, focando na identificação completa e na busca de solução das necessidades de cada cliente. Quantas de nossas universidades estão praticando esses quatro guias do sucesso? Não vemos planos estratégicos senão intuitivas aplicações de táticas para resultados imediatos próprias do empiricismo. As missões e visões são difusas nas cabeças de proprietarios e reitores. Professores não praticam benchmarking quando visitam outras instituições; apenas dão cursos e palestras sem nenhum observãção sistemática. A satisfação do aluno não é medida, por medo de se revelar o que já se sabe e se não quer saber. Aluno não é considerado um cliente. Satisfazê-lo não é meta e ensinar é apenas um rito.
Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.
1978: Conclusão do Curso de Ph.D. em Ciência da Informação na University of Wisconsin, Madison, Wis. USA
1968: Conclusão do Curso de Mestrado (Magister Scientiae in Librorum Scientia) Washington, D.C. USA.
18 livros publicados nas áreas comportamentais e pesquisa científica.
** 1.115 (?) artigos (Trivia Philosophica) publicados pela Internet nas áreas de filosofia, ciência, e religião. *** 59 pesquisas independentes efetuadas em atividades acadêmicas.