Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
Li do filósofo de ciência R.E. Gomory, que nos ensinam apenas o que é conhecido, e que raramente aprendemos sobre o que não é conhecido, e que quase nunca nos ensinam o inconhecivel: meu desesperado interesse. O inconhecivel está além do desconhecido. No universo das imensas galáxias e aqui mesmo na Terra há fatos que são inerentemene inconhecíveis. Milhões de fatos reais e interferentes em nossa existencia aqui na Terra são desconhecidos. Um bom exemplo são as bacterias - com o oxigenio, elas são os elementos mais abundantes no Planeta. Sabemos muito pouco de seus trabalhos, apesar de que comandam todas as reações de nosso corpo às doenças e à saúde. Está na hora de ter um prolongado diálogo com as boas e aparentemente as más bactérias. São importantes demais para nossa vida para serem consideradas apenas como fatores de doenças. O trabalho delas até agora tem sido considerado apenas como interferente. Na verdade, elas são atores, não coadjuvantes, em todos nossos atos. Nosso corpo não funciona sem elas. Deveriam ser amadas, não combatidas. São as mensageiras das doenças. Não são as doenças. Mantêm-nos vivos mesmo quando parecem nos fazer mal. Minha mente namora bactérias no corpo de uma linda mulher. O inconhecivel está também nas galaxias e este é o mais misterioso de todos inconheciveis. Às vezes estão distante da Terra mais de um bilhão de anos-luz. O que há nelas, em cada estrela com seus planetas, se planetas houver, não é apenas desconhecido, são inerentemente inconheciveis. Ningém viverá bastante para saber. Aqui em nossa pequenina Terra não é muito diferente. Cada dia se descobre coisas novas que nunca se suspeitou de existirem. Não precisamos de nada espiritual mal-entendido pelas igrejas cristianistas, judaicas e islamitas. O inconhecível nos basta para sermos espirituais.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
Prof. Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.
MAIS VELOZ MAIS ATROZ
20 de novembro de 2008
Desejavelmente, 89% dos brasileiros adultos sabem ler, mas pouco ou nada lêem. Dizem que 74% são analfabetos funcionais, i.e. são alfabetizados, mas não funcionam plenamente na sociedade em que vivem. Encontram dificuldades na utilização de serviços e produtos que envolvem ler e aprender novidades. Enfim, os analfabetos funcionais pouco contribuem para o avanço da sociedade em que amadureceram. Quando mudam para cidades desenvolvidas ficam mais perdidos ainda. Como dizem os mineiros, saem da roça, mas a roça não sai deles.
Ninguém sabe o número dos disfuncionais medianamente desenvolvidos em qualquer estado ou município, comércio, industrias ou instituições. Adaptam-se a todos os setores, inclusive se aboletam em altos cargos. A única medida concreta de seu grande volume é o atraso social que todos amargamos. Não produzem senão repetitivamente, como robôs ou maquinas. Alguns mais atilados saem da mediocridade minus para mediocridade plus. O medíocre veloz é mais atroz.
A velocidade e abundancia de informações e abstrações providas pela mídia sob todas as suas formas, inclusive a internet, afetam negativamente também a pequena parcela do nosso povo desenvolvido (11%?). Atualmente, estamos sofrendo das doenças de crianças abúlicas (déficit de atenção) e de maduros inconsequentes: atenção difusa e memória disfuncional. A disfunção na escola, no emprego e na sociedade é a mais notável desses desvios comportamentais. Muitos vivem caoticamente. Cada vez mais se lembra menos das seqüências e conseqüências do que faz. Parece natural porque muitos estão assim, mas não é. A baixa funcionalidade faz-nos inferiores a outros perfeitamente funcionais e nos causa estresse.
Suponho que temos imaginação e aprendizagem empobrecidas, quando não lemos raciocinando pelo menos 3 mil palavras por dia (cerca de dez páginas de um livro) de conteúdo que acrescenta ao que já sabemos. E disso pouco as duas telinhas (TV e Internet) pouco oferecem, mesmo para os medíocres minus. Elas inibem a busca de leitura, porque nos induzem a pensar que o necessário ao uso do cérebro já estamos tendo. Elas mais ainda inibem o escrever. Internautas medíocres-plus se comprazem em reenviar pps para nada escrever.
O oceano de informações instantâneas não nos dá tempo para pensar, mas nos leva a concluir, o que é ruim, pois nos dá a falsa impressão de que somos super-inteligentes, e não somos. É a mesma falsa impressão que temos quando nosso cachorro olha fixamente em nossos olhos; pensamos que sabemos o que ele está pensando, mas não sabemos. Pensamos velozmente demais para o cachorro. A internet pensa velozmente demais para nós. Antecipamos pensamento do cachorro e a internet antecipa os nossos. Nós e os cachorros somos mal entendidos.
Acho que estamos precisando parar um pouco no tempo. A mídia instantânea roubou nossa atenção do mundo real, e nos deixou quase nada em troca. O esquecimento tornou-se nosso material de construção e quando terminamos de construir já esquecemos o que estávamos construindo. Os que não se habituaram à difusão de pensamento, como um estilo de vida, têm saudades do tempo da vagareza, quando o que se entendia fundamentava o que precisava ser entendido.
A mídia eletrônica para ser útil precisa aumentar o volume de narrowcast (publico focado) produzindo informações que podemos usar, e reduzir o volume de broadcast (tudo serve a todos) de informações que não sabemos e não nos interessa usar. Há algo de falso na instantaneidade de informações inúteis. Muitos já estão em estado de dormência cerebral. O pânico, o caos, a neurose e o desinteresse na internet virão a seguir. O VELOZ ESTÁ FICANDO ATROZ.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
DEUS NOS CRIOU HEDONISTAS
14 de Novembro de 2008
Esta Trivia dedico ao meu amigo da Gralha Azul, que é um consagrado hedonista do lingus (estimulação do gosto) e do cunnilingus (estimulação do clitóris).
Quando comemos algo de que gostamos nosso corpo absorve mais seus nutrientes. Consumir algo de que não gostamos contraria nosso corpo. Perdemos seus nutrientes, além de sacrificar nosso palato. Apesar de gostar muito de peixe, se tiver que comer mariscos, mesmo com suas propriedades erógenas, seria um consumo inútil, além de punitivo ao gusto de comer produtos das águas.
No processo digestivo, intestinos são como segundo cérebro. Combinado com o primeiro cérebro eles decidem o que você deve ou não comer, independentemente das recomendações genéricas dos dietéticos, que pouco sabe de individualidades. Como acontece com médicos, quanto mais genérico (generalizado) for você mais facilita seu trabalho e mais fácil seu ganho.
Meu amigo da Gralha Azul é intensamente carnívoro bovino, não pela vitamina B12, mas pelo extremo prazer que lhe causa cada naco do precioso quadrúpede – o mais abundante, o mais consumido, e o mais predador animal da natureza. Cada quilo de sua carne exige 15 litros de água e pelo menos um hectare de devastação.
Entretanto, a sua saúde é premiada pelo prazer que lhe dá o comer com avidez a polêmica carne. A própria feijoada não passa sem todos os sábados, não pela feijoada, mas pela abundante carne. É simplesmente saudável, não emagrece, não engorda.
Somos de fato geneticamente construídos para gozar do alimento que mais valorizamos. Temos que parar de comer por dever para sobreviver e só comer para ter prazer. Edamus, bibamus, gaudeamus, post mortem nulla voluptas.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
No lar, no trabalho, nas associações é recompensador ser segundo. Desgasta-se menos e ajuda mais. O primeiro só tem tempo para continuar sendo primeiro; o tempo do segundo é praticamente só dele: ele o distribui e o aplica. Pode fazer experiências quase sem risco, aprendendo mais sobre o contexto, sobre os subordinados diretos e indiretos. Quanto mais sabe desses valores organizacionais, melhor serve ao primeiro e mais se realiza. O primeiro assim servido pode mais facilmente manter a bandeira hasteada. Na orquestra, o segundo violino não aparece, mas dá o tom que todos músicos seguem. Penso que em toda minha vida institucional e social tenho sido segundo violino. Nunca tive cargos absolutos a não ser para apoiar e fazer vencer os que tinham. Às vezes me sentia covarde em me conformar às funções do segundo violino quando entendia ter de fato mais méritos que o primeiro, em todas as seis instituições que trabalhei. Eu as estudava mais profundamente que os primeiros. Sabia de cor os lás e os dós de cada partitura. Mas, me adaptava aos erros e acertos dos primeiros. É congruente ao segundo não discrepar do primeiro. Somente assim é um segundo útil à perfeição do concerto. Além disso, o segundo é mestre. É papel do mestre ser desconhecido no preparo dos alunos, e estes quando brilham atribuem a eles mesmos todos os conhecimentos e habilidades demonstradas ao longo da vida. Tem sido assim no mundo em que vivo. Na orquestra e na educação os que mais sabem são os segundos, mas, os que mais recebem os louros são os que aprenderam com eles. Assim, fica subentendido que os primeiros, mais importantes, são instrumentos dos segundos para a construção da sociedade do futuro. No lar, não é muito diferente: o marido deve ser o segundo para a mulher ser o primeiro na construção do futuro.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
A frase mais realista sobre o assunto diz que cada parceiro é responsável pelo próprio orgasmo. O orgasmo do homem por que associado com reprodução é real, o da mulher pode ser virtual. A mulher pode ficar grávida sem ter tido orgasmo. Assim sendo, dizem os estudiosos, o orgasmo da mulher não teria finalidade evolucionária. A Dra. Elizabeth A. Lloyd, apoia essa teoria em seu livro “The Case of the Female Orgasm”. Sem função evolucionária, isto é, não associada com a procriação, o orgasmo da mulher é perfuntório. Ela diz que o orgasmo na mulher é mero divertimento, não é necessário para o plano criador. Como filósofa de ciência e professora de biologia na Indiana University, ela estudou 20 principais teorias sobre o assunto. A maior importância na crença de ser o orgasmo feminino adaptativo - diz ela - é que os homens acreditam que a mulher que melhor desempenha é aquela que tem orgasmo. Mas, para fins evolucionários, esse argumento não é válido, uma vez que são poucas as mulheres que têm orgasmo rotineiramente. Ela verificou em 32 estudos ao longo de 74 anos que quando o orgasmo não é ajudado pela manipulação do clitoris apenas 25% das mulheres têm orgasmo. O orgasmo feminino é portanto uma adaptação evolucionária, selecionada para dar prazer. Mas, muitos estudiosos não aprovam essa teoria. Eles teorizam que o orgasmo é usado pela mulher, quando ela goza primeiro, para reter mais esperma, buscando a procriação. Essa busca é mais efetiva quando a relação sexual é com o homem preferido, geralmente com um estranho. Este, querendo consolidar a conquista, excita mais a mulher, geralmente através de fantasias ou cunnilingus intenso. O marido não se dá a esse “trabalho”. Pensa que não mais precisa conquistar a mulher, e se esquece, que sempre vai precisar conquistar a fêmea. Não é a mulher bem casada que “pula a cerca” é a fêmea.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
Salusofia é questionavelmente filosofar sobre assuntos de saúde. Hoje testava minha capacidade vital, que é o montante de ar que exalar de nossos pulmões. Não sei qual o montante ideal, mas verifiquei várias vezes que posso expelir de 8-10 segundos, sem haver acumulado pela inspiração.
Dos quinze fatores de envelhecimento ainda não me é notável: 1. deficiência da função imulógica; 2. proliferação dos radicais-livres; 3. doenças das coronárias; 4. endurecimento das artérias; 5. redução da circulação; 6. lenta cicatrização de pequenos ferimentos; 7. perturbações digestivas; 8. perda de absorção de nutrientes e metabolismo; 9. defeito no sistema principal de desintoxicação; 10. doença auto-imune; 11. desmineralização de ossos e a consequente perda de altura e força. A perda de 8 kg talvez devido a 5 anos de restrição calórica reduziu o peso de meu corpo e tudo o resto foi reduzido.
Se você tem uma doença complexa, vale lembrar que o tempo médio que as pesquisas médicas precisam para chegar à prática clínica é melhor medida em décadas. Por isso, muito temo ter uma doença crônica do tipo câncer. As indústrias farmacêuticas costumam produzir remédios muito antes da fidedignidade e validação das pesquisas médicas.
Sempre fui favorável ao consumo de pequenos animais. Porco, carneiro, coelho, rã, etc. parecem ter melhor proteínas que a maioria das proteínas. Grandes animais têm calorias demais. O consumo tem que ser reduzido a 40% para não nos fazer mal. Restrição calórica é a meta.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
Um encontro entre duas pessoas com um objetivo principal e comum declarado, e vários outros que cada parte mantém mais ou menos ocultos. São assim as entrevistas para várias finalidades não-técnicas. Em geral, as mais formais têm hora marcada. Porém, as que mais contam para nossa vida não têm. São entrevistas conosco mesmos, ou melhor, com “entidades” que fazem parte de nós no momento da entrevista. A primeira delas é com o “nosso passado”. É a entidade mais difusa: primeiro por que pouco nos interessa, e segundo, por que pouco nos lembramos dele. Esse entrevistador apenas fala do que já está em nossa consciência. E esta é muito seletiva com relação a ele. Entretanto, o que nos pergunta na entrevista nos leva a um estado de perplexidade: pergunta-nos sobre o que não podemos deixar de saber e quer saber o que não sabemos. O passado é assim, perturbador. Mas, uma entrevista com ele é necessária. De certa maneira é uma barathrom - grego para abismo insaciável. Não conseguimos nunca as respostas para o nosso passado. Porque fizemos ou deixamos de fazer atos do passado ficam sem respostas. Não fosse tão importante para nosso presente, a entrevista com o passado seria uma perda de tempo. A outra entrevista que conta é com o nosso câncer. Dizem os oncólogos que todos temos câncer, mas ele precisa de dez anos para se manifestar. Na entrevista, o cêncer faz-nos perguntas sobre nosso estilo de vida, mas acredita mesmo que é a nossa genética é que tem as respostas. E, como sabemos pouco de nossa genética, a entrevista com o câncer se assemelha à de um executivo que sabe pouco inglês entrevistando um engenheiro húngaro com um inglês mais deficiente ainda. A entrevista conta muito por que o objetivo principal é claro: temos poucas oportunidades de falar com nosso provável assassino. Todavia, a entrevista com a entidade mais importante é com a MORTE. Quando ela é postergada, a vida se torna menos engajante. Pouco do que está acontecendo parece interessar. Os eventos vão perdendo significado, e até as coisas belas que muito nos excitavam perdem a vivacidade. Algumas ainda nos causam algum benefício, mas nenhuma delas prolonga a vida. Uma das perguntas que gostaríamos imensamente de ter uma resposta de nossa impassível entrevistadora é “quantos dias terrestres ainda temos?” Mas, a nossa sizuda entrevistadora só nos responde que é a Natureza que computa nosso tempo, mas nós não podemos ver o relógio. Como acontece com o passado e com o câncer, nossa entrevista com a morte nos deixa igualmente desinformados. O negócio é então gozar a vida por mais insignificante que seja o prazer e por mais transitório que seja o instante. Contentemo-nos em sermos pequenos. Há mil anos, Sei Shonagon escreveu em seu livro de travesseiro: “Todas as coisas pequenas, independentemente do que sejam; todas as coisas pequenas são lindas”.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
Trivia Philosophica › Editar — WordPress.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
A morte descontinua o trabalho cerebral de quem ela leva. Torna impossível saber o quanto e em que qualidade o cérebro desenvolvido produziria se continuasse vivo. Considerando que a genética não morre com o indivíduo, e que não sabemos dos ínvios caminhos de sua propagação, penso que cérebros vivos e evoluídos são capazes de dar continuidade ao trabalho dos cérebros que já não podem continuar. Na prática dos espíritas, os livros psicografados prenunciam essa possibilidade, se bem que focada no além e não chega a ser uma continuidade, mas um retrospecto. Outras continuidades são praticadas nas famílias. Entretanto, são mais materiais ou emocionais que cerebrais. Também penso que as continuidades cerebrais não precisam ser de grandes produções intelectuais. Podem ser de pensamentos e atitudes que marcaram a vida do cérebro evanescido extemporaneamente. O que importa é fazer rebentar de novo a plântula mutilada. Tenho feito esse trabalho de continuidade com a Trivia Philosophica. Atenho-me aos filósofos, mas pode ser feito em qualquer área do conhecimento acumulado. Pois, a continuidade faz soltar as asas do cérebro que foi cortado cerce. Independentemente da idade todo trabalho cerebral é interrompido extempore pela morte. Quando fizer minha última entrevista com ela vou reclamar desse desperdício do trabalho do Criador.
Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.
A morte interrompe a continuidade do trabalho cerebral. Não sabemos o que o cérebro de quem morre produziria, não fosse seu trabalho interrompido pela severa senhora.