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jul

3

LA MALDITA FALTA DE GANAS

Por Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.

Alexandre do Espirito Santo

Não, não me refiro ao DSI (Desejo Sexual Inibido). O Brasil nunca esteve mais sexual que hoje. Nos lares e nos bares, nos colégios, empresas e instituições “um atraco al dia”.

Refiro-me à falta coletiva de vontade de crescer como ser humano inteligente, como sociedade desenvolvida. A mantida globalização dos/pelo/para americanos deixou todo país emergente esperando. Agora que quebraram, para onde vamos?

O reino dos quatro verbos da desedificação pessoal se expande como morangos, criando raízes por propagação vegetativa. Todo mundo parece não querer fazer outra coisa: COMPRAR, REPRODIZIR, DISTRIBUIR e VENDER. Quando virá a exaustão desse comodismo? Onde ficam os produtores dos produtos e das sementes?

Ninguém procura ninguém para crescer como pessoa juntos. Os únicos interesses pessoais se fundam nesses quatro verbos do subdesenvolvimento. Viramos todos gaijins (externos) sós e circundados por pessoas. I have no reason to shop the season. Mas, quem está no verão e no outono da vida não pode parar. Estamos sofrendo de inaptidão filosófica, que é mais grave que torpor moral e técnico.

Nossa inteligência coletiva está doente. Sofre de Anteroglade Amnesia ou inabilidade de adquirir novas memórias. Inabilidade de sentir e compreender para responder a estímulos fora dos 4 verbos.

La maldita falta de ganas está nos deixando a todos como ao nosso presidente: inoxidáveis, impermeáveis.

nov

8

VIRTUALEXIA

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

O título sugere uma certa aversão ao “virtual” em qualquer de suas formas. Também “alexia” sugere perda patológica de aprender palavra escrita. Por isso, vivo criando palavras para usar no lugar de certas palavras que já existem com os significados que não fui eu quem deu. Eu sei, usar e até ser “virtual” está na moda. Mas, eu, nem mesmo quando tinha 25 anos gostava da moda em qualquer foco. Achava, na pretensão dos recém nascidos da adolescencia, que estar na moda era estar seguindo a massa. Nunca me considerei parte da massa popular, nem mesmo quando vivia circulando pelas américas. Hoje, a massa está no virtual e o virtual está nela, como se tivessem nascidas irmãs gêmeas. A informática propagou o virtual em tal nível que nos leva a esquecer que o real não tem alternativa. O computador, padrasto da informática, quando se limita a contabilizar, figurar, escrever e facilitar comunicações, é um instrumento de alta tecnologia que todos devemos usar. Mas, quando é usado para substituir o real, assumindo que é o próprio, utilizando os mais avançados “softs” ou simplesmente fazendo seus papéis mais básicos, torna-se exotérico e extremamente inferencial. Bancos e outras instituições sociais querem que você confie no digitador e no sistema, que ad-hoc foi criado para ser virtual, para gerenciar seu dinheiro real, seu real dinheiro. A partir desse momento, você não mais pode ser debtoréxico. Isto é, não mais pode ter aversão ao débito. Somente informações no vídeo lhe dão conta de que seu dinheiro real existe no sistema. Deve haver uma outra alternativa para investir. No mínimo, acredito,  ficará pior, antes de ficar melhor. Não tenho consciencia dessa virtualidade em outros países. Mas, temo essa confiança obrigatória no virtual num país como Brasil “en quête de puissance économique” em que o boi precisa de 15.000 litros de água para produzir um quilo de carne. Quê acontecerá com nosso real que se tornou virtual quando não mais haverá tanta água e terra para sustentar o boi? Todavia, parece que não há alternativa a não ser acreditar nesse virtual em que ingenuamente talvez todos creem. Entretanto, hoje é mania ir com o Obama. Ele disse: “Uma certa propensão ao realismo pode levar à inação. Uma certa forma de ingenuidade pode levar à ação”.

out

14

ALEXIENSIS

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Sentimento de Felicidade •Felicidade nasce cá dentro; infelicidade nasce lá fora. Somente nós somos responsáveis pela nossa própria felicidade. Alguém pode fazer-nos infelizes, mas somente nós mesmos conseguimos ser felizes.•Ignorância e Aprendizagem •Ignorância é inversamente cumulativa. Quanto mais ignorante se é, menos memória se tem do que já se sabe e mais dificuldade se tem para aprender coisas novas. • •Exercícios Físicos •A continuidade de exercícios físicos é o segredo dos seus benefícios. Ela requer força física e determinação diárias. Os terapeutas fisiológicos teriam que ensinar isso antes de qualquer outra ginástica. É preciso  fazer exercícios para continuar fazendo exercícios. • •Habilidade de Amar •Amar não é um ato voluntário, mas é uma habilidade adquirida. A habilidade de amar é a grande recompensa de sermos inteligentes. Mas, como toda habilidade para qualquer ato, precisa ser praticada e desenvolvida para de fato ser possuída.

out

14

ALEXIENSIS

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Responsabilidade •Ninguém deve ser desculpado pelas ações que pratica voluntariamente. Pois, a vontade de fazer qualquer coisa vem sempre depois de um ou mais motivos, nunca antes. Se você não foi obrigado a agredir quem quer que seja, você é responsável pelas conseqüências da agressão. • •Esforço •Tenho verificado que o esforço é o mais efetivo fertilizante da inteligência. Quando consistente: com algum esforço, sobrevivemos; com bastante esforço, crescemos; e com muito esforço nos desenvolvemos, indo além das aparentes limitações sociais.•Amizade •A amizade é uma dessas coisas do coração, que não melhora com o aumento. Quanto mais longa e intensa menos eficiente e mais custosa. Porém, quando se funda na elaboração das coisas mentais, dura mais, custa menos, e raramente desaponta.