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jun

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POBREZA É POSITIVO

Por Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.

Gostava mais da vida quando era mais pobre. Todavia, nunca fui pobre de terceiro grau.

Neste grau, o pobre tem faltas do essencial. Minha alegria de viver não aumentou quando saí da pobreza de segundo grau. Nada me aconteceu de melhor tendo mais dinheiro. Continuei não comprando o supérfluo e me focando no necessario. Tenho saudades do tempo em que minha esposa procurava o mais barato e comparava o preço de tudo.

Ser privado de dinheiro para comprar sem pensar é mais parcimonioso e dá mais prazer.  É intelectualmente estimulante rejeitar o produto mais caro que não dá mais do que você precisa e nada de fato acrescenta ao necessario. Viver apenas com o necessario nos leva a apreciar mais a vida.

Essas considerações do valor da pobreza relativa também se aplica ao país Brasil. Sem saudosismo meu, brasileiros pareciam mais felizes quando eram mais pobres. Havia menos corrupção, que é coisa de país insuficientemente rico. Nesse estagio, os cidadãos temem ficar pobres e sentem a necessidade de roubar sem punição. Esse sentimento é o  sobrenome da corrupção.

O lado psicológico é talvez o mais contundente. Quando se tem apenas o necessario, não nos preocupamos com o supérfluo e entramos num processo de subtração. O fato é que não conhecemos o limite de quão pouco precisamos.

Não se preocupar é o maior dos luxos. Não nos preocupamos, quando o que temos nos basta.

A pobreza, dizia Kaori Shoji em “Scent of Poverty… (Japan Times Online 20090610) amortece os sentidos. Estes amortecidos demandam menos de nós. Preocupar-se pouco é a fórmula simples para viver muito. Viver simples, sem adornos e barato é a forma de viver sem demandas insatisfeitas. Quando nada se tem, também não se tem nada com que se preocupar.

A pobreza é positivo, porque evoca em nós as desnecessidades. Querer o desnecessário é o que nos faz sentir pobres. É a essencia da estética do comer. Comer apenas o que nos mantém vivos e saudaveis  Arros, 50 g de carnes e vegetais. É claro que precisamos de mais proteína, de acordo com a vida ativa que temos.  Entretanto, o dinheiro que não temos não é preciso para a alegria de viver. Somente a fome deve ser evitada. Não por ser insuportavel,  mas por nos tornar improdutivos.

Os budistas aconselham a pobreza física, inclusive nas roupas. Estas quando luxuosas, dizem eles, encorajam  taída  (preguiça) e gõman (arrogancia) enfraquecendo corpo e espírito. Enaltecem a pobreza. Todavia,  a produtividade social de monges, padres e anacoretas é incompatível com a vida moderna. Não são modelos científicos ou mesmo  culturais. São propensos ao atraso que nega o prazer.

A pobreza é positiva quando dá prazer a quem a pratica. É uma das muitas formas de se ter prazer de viver. Talvez, a mais difícil quando se quer prazer de outra forma. O foco desta Trivia é não gostar da pobreza, porque se quer a riqueza. Daí ser ela positiva. Pois, viver bem com pouco é favorável ao Planeta e à convivencia social. A superabundancia o destrói mais rapidamente. Ou, talvez, nada o destrua, pois ele parece revolver e renascer a cada destruição perpetrada pelo homem.

Em seu artigo para o NY Times de setembro de 2007, Edward O. Wilson fala da Enciclopedia da Vida, algo que estimula os cientistas a contruirem para entendermos a evolução: “cada espécie, da bacteria a baleia é uma obra prima da evolução”. Edward se preocupa com as espécies que não teremos chance de conhecer, porque a destruição é veloz. “É crucial que nos movamos rapidamente enquanto ecosistemas e espécies estão desaparecendo, devido à destruição do habitat, poluição e superpopulação, caça e pesca excessivas”.

Talvez, a pobreza seja positiva nesse sentido. Atendo-nos ao necessario para viver poupamos o Planeta da tecnologia devastadora da flora, da fauna e dos microorganismos que ainda não surgiram. Mas, quem se preocupa com o global quando se lhe nega o prazer? Satisfazer-SE com o estritamente necessário para viver pode ser mais difícil que organizar a vida para salvar a alma.

nov

6

POBREZA é Não ser SOCIAL

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Pobre vem do francês antigo povre do Latim pauper. Este foi originalmente pensado como um composto, literalmente significando “conseguindo pouco”. O pobre é, portanto, o que consegue pouco para manter a vida que deseja ter. Em geral, comer e morar e vestir é tudo que o pobre extremo quer. Há anos não tenho lido sobre esse tipo de pobre no Brasil. Geralmente, eles querem algum tipo de status social. Não lhes basta morar, comer, e vestir. Nesse nivel de pobreza muitos de nós já vivemos. Mas, a pobreza extrema mesmo é da pessoa que nada tem para gastar a não ser tempo, energia, e esforço. É assim que os “gatos” pegam as mãos-de-obras para os trabalhos que não exigem nenhuma aspiração social. Elas nada têm para gastar. Qualquer status social acima dessa base exige resposta fisiológica; interpretações cognitivas; sentimentos fenomelógicos (afetivos) e expressões comportamentais. Quando nenhuma dessas respostas não acontece em nosso trabalho, não importa quão satisfeitas estão nossas necessidades fisiológicas, estamos no nível de pobreza. Pobre é ser fisiológico, não ter aspirações sociais. O pobre não pertence à sociedade a que deveria pertencer, porque seu tempo, energia e esforço não foram assimilados pelo social. Bastaram à sua sobrevivencia fisiológica. Esta, dizia Maslow, é o primeiro estágio. Somente a educação consequente e continuada nos tira dele.

out

14

OPORTUNIDADE

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Ao homem forte e mentalmente desenvolvido nada mais interessa que oportunidade. Ele tudo pode com ela. Sem ela ele é fraco e o desenvolvimento se encolhe. O maior mal que alguém possa fazer a seu inimigo é cercear-lhe direta ou indiretamente toda oportunidade de êxito. Etimologicamente, o vocábulo quer dizer “ventos favoráveis”. Nada se quer mais que tais ventos para chegar ao porto (oportu) que é a meta de quem viaja. Somos viajantes e a oportunidade é a nossa vela ao vento. Ninguém chega ao porto ou se é oportuNO, sem ela. No amor ou nos negócios, a oportunidade é a deusa das realizações. Somos capazes de criar oportunidades, mas as oportunidades de que mais precisamos são presentes dos céus. Elas nos chegam quando menos esperamos, e se merecemos,  estamos sempre atentos o bastante para reconhecê-las, da mesma forma que  percebemos ventos favoráveis, quando estes sopram nos levando ao porto.

out

14

VERDADES IMPERFEITAS

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Quanto mais exercício aeróbico você faz, tanto melhor o nível de bom colesterol. •Alguns estudiosos estimam que cerca de 30% da longevidade é  determinada pelo genes, o resto depende de cada um. • • •Dependência do álcool é caracterizada por: l. falta de controle no beber; 2. consumo compulsivo; 3. preocupação com a quantidade; 4. tolerância aos efeitos do álcool; e 5.sintomas da abstinência. •As artérias se tornam densas e se estreitam com gordura e cálcio dos alimentos. Artérias estreitas reduzem o fluxo sangüíneo e aumentam o risco de ataque cardíaco. •O trabalho ajuda a nos prevenir da velhice precoce. Uma pessoa nunca está velha até que as lamentações tomem o lugar de esperanças e planos.

out

14

TENHO OBSERVADO QUE:

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Carnes de órgãos, tais como fígado e ostra são os alimentos com maiores níveis de cobre, seguidos de nozes, sementes, legumes, grãos integrais, batatas, chocolate e algumas frutas.
 
Até hoje ainda não entendemos a interação entre a genética e a nutrição.
 
É possível que alta freqüência de ejaculação tenha algum efeito sobre o risco de câncer de próstata.
 
Pimenta diária bem ardida atua sobre os canais respiratório e gastrointestinal. Naturalmente, deve funcionar favoravelmente também no sistema nervoso.
 
O odor das axilas é individualmente específico e potencialmente uma rica fonte de informação sobre o seu produtor.
 
Viver até os 90 (longevidade excepcional) exige mais contribuição genética dos pais e avós que excessivos cuidados com a saúde.
 
Jejum intermitente e restrição calórica podem desacelerar o rápido processo de envelhecimento.
 
Parece que o consumo constante de pimenta reduz oxidação dos lipídeos em nosso sangue.

out

14

Intensidade

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Tenho observado que sem a necessária intensidade no caminhar não se consegue fazer a curva que nos coloca num novo caminho. Precisamos de intensidade em tudo que acreditamos definitivamente, para que a mudança desejada aconteça naturalmente, como se estivesse esperando que atingíssemos o ponto certo do esforço intenso.
 
Bruce Lee foi o meu modelo de intensidade na década de 70. O filme dele que mais me impressionou nesse particular foi um filme sobre ele fazendo exercícios. É claro, jamais tive a capacidade de imitá-lo no esforço para ser o que foi. Mas, carreguei comigo alguns lampejos da sua intensidade em tudo que fazia quando crescia.
 
Parafraseando o Dr. Tao (o mais jovem Fields Medal de Matemática) a gente acaba  se tornando intenso, sendo intenso em tudo que busca. Aprendi que a racionalização nos momentos e situações difíceis é a morte da intensidade. Somos um pouco frouxos quando deixamos a intensidade para usar a sabedoria da sobrevivência, do esforço a meio-mastro, seguindo os sábios chineses dos séculos AC em que sobreviver era muito.
 
Condeno o caldeirão de sopa de bom-senso que se derrama na Internet, talvez tentando fazer com que muitos sejam passivos moderados da aurea mediocritas. O medíocre não é realmente intenso em quase nada. Mais facilmente se torna sábio, preparando a carne fofa da aposentadoria, para lembrar Machado. Querem o subjective well-being  mais que surpreender.
 
As mentes intensas não caem num poço agarrando em todas as saliências dele. Vão até o fundo e saem para nunca mais cair. Não são sábios, são intensos realizadores do que ainda não foi realizado, ainda que na menor coisa. É claro, a intensidade pode causar estresse e conseqüências, acelerando o fluxo do sangue para o cérebro. Todavia, quando se é intenso, mais facilmente se dá que se tem estresse.
 
O frouxo não sabe a diferença entre uma razão e uma desculpa. O intenso não se desculpa quando erra nem se elogia quando acerta, está fazendo sempre o que sabe fazer melhor. O frouxo busca padrões para não errar, e quanto mais busca mais os encontra e mais sábio pensa que fica. Vida sem intensidades é eternidade em pedaços. Pouco constrói e muito dura. Durar não é mérito.
 
O INTENSO É ANTES DE TUDO UM CÉTICO. EM TUDO QUE FAZ ACREDITA MAIS EM SI QUE EM OUTROS.

out

14

PADRÕES

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

•Hoje, no primeiro dia oficial do carnaval, saí com a intenção de checar padrões. Nada novo, nem mesmo nos mais explosivos dos ridículos. Vi em tudo a expressão gritante do que seja consenso numa população. Cada um faz o que o povo faz e cada um é o povo. Há prazer e a aprovação ao prazer é o padrão. Padrão é o guia, o modelo, o critério e o exemplo. Quanto mais procuramos padrões, mais provavelmente os encontramos. –  Mamãe, se o coelho viu os faróis do nosso carro, por que ele não fugiu? – Ele queria fugir, meu filho, mais não soube decidir, se ia para esquerda ou para a direita”. Assim somos quando usamos cérebros de coelho, esmagados pelos padrões dos faróis, porque não sabemos como sair deles.Carnaval é isso, a alegria está no esmagamento.

out

14

BON PÈRE DE FAMILLIE

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Tenho aprendido, na busca de ser um bom pai de família, o como ouvir de forma a ouvir para aprender. Não tem sido fácil, porque sou felizmente propenso a falar o que penso que o outro falaria antes de mim. Mas, essa atitude tem sido muito mais uma ameaça que uma oportunidade. Tenho ouvido pouco e o bom pai de família tem que ouvir muito. Descobri que sua família não precisa que você revele seus interesses e propósitos, quando já viveu quinze anos ou mais com você.  Ela quer mais ser ouvida que ouvir. Pare de falar e comece a aprender ouvindo, porque, no fim, o bom pai de família é aquele que a faz durar. Falar nem sempre constrói; ouvir, nunca destrói . Se não estiver quebrado, não conserte.

out

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MINDFULNESS

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Somos conscientes de algo quando o vemos, ouvimos, ou sentimos, e permitimos que entre em nossa mente. Essa entrada em nossa mente é fundamental. Sem ela não nos tornamos cônscios nem mesmo das coisas que experimentamos e sentimos diariamente. A conscientização envolve exercícios similares as da meditação. Porém, é um lembrar ativo. É principalmente presente. Melhor ainda, a conscientização nos permite viver mais o momento. Permite-nos desenvolver uma saudável aceitação de nós mesmos. Tem sido meu método para combater lapsos de memória.