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INTENSIDADE É PODER
Tenho observado que sem a necessária intensidade no caminhar não se consegue fazer a curva que nos coloca num novo caminho. Precisamos de intensidade em tudo que acreditamos definitivamente para que a mudança desejada aconteça naturalmente, como se ela estivesse esperando que atingíssemos o ponto certo do intenso.
Bruce Lee foi meu modelo de intensidade na década de 70. O filme dele que mais me impressionou nesse particular é um em que ele aparece fazendo exercícios. É claro jamais tive a capacidade de imitá-lo no esforço para ser o que foi. Mas, carreguei comigo alguns lampejos da sua intensidade em tudo que fazia quando crescia.
Parafraseando Dr. Tao (o mais jovem Fields Medal de Matemática) “a gente acaba se tornando intenso, sendo intenso em tudo que busca”.
Aprendi que a racionalização nos momentos e situações difíceis é a morte da intensidade. Somos frouxos quando deixamos a intensidade para usar a sabedoria da sobrevivência, do esforço a meio-mastro, seguindo os sábios chineses dos séculos AC, para quem sobreviver era muito. Sobreviver apenas, na verdade, é muito pouco.
Condeno o caldeirão de sopa do bom-senso que se derrama nos piegas conselhos transitados pela internet, tentando fazer que muitos sejam passivos moderados da áurea mediocritas. O homem medíocre não é realmente intenso em quase nada. Mais facilmente se torna sábio, preparando a carne fofa da aposentadoria que intenso. Quer mais o subjective well-being que surpreender com a ultrapassagem.
As mentes intensas não caem num poço agarrando em todas as saliências dele. Vão até o fundo para não voltar, e se voltam, é para não mais caírem. Não são sábios, são intensos realizadores do que ainda não foi realizado.
O frouxo não sabe a diferença entre uma razão e uma desculpa. O intenso não se desculpa quando erra nem se elogia quando acerta – está fazendo sempre o que sabe fazer melhor. O frouxo busca padrões para não errar, e quanto mais busca mais os encontra e mais sábio fica. Vida sem intensidade é eternidade em pedaços. Pouco constrói e muito dura. Porém, durar não é mérito. Revolucionar é que é.
Alexandre do Espírito Santo, Ph.D.
1978: Conclusão do Curso de Ph.D. em Ciência da Informação na University of Wisconsin, Madison, Wis. USA
1968: Conclusão do Curso de Mestrado (Magister Scientiae in Librorum Scientia) Washington, D.C. USA.
18 livros publicados nas áreas comportamentais e pesquisa científica.
** 1.115 (?) artigos (Trivia Philosophica) publicados pela Internet nas áreas de filosofia, ciência, e religião. *** 59 pesquisas independentes efetuadas em atividades acadêmicas.