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ALÉM DO CONTROLE

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

Cada um de nós tem uma porção de fatos na vida que vão além de nosso controle. Tais fatos de certa forma foram criados por nós. Lutar contra eles frequentemente resulta em estresse e frustração. Um deles é que ficamos cada dia mais velhos e não existe reversão de idade. Todavia, podemos retardar seus efeitos em nós. Mas, as receitas são tantas que poucos descobrem as mais apropriadas às suas individualides. Outro fato que nos aborrece quase diariamente é que não há muita justiça em nossa vida. Quase sempre achamos que fazemos e merecemos mais do que recebemos. As poucas pessoas que amamos parecem não gostar muito de nós. Em geral, não sabemos como mudar para que elas também mudem. E, elas nos querem mudados antes de mudarem o que não gostamos nelas. É um conundrum. Um outro é que mesmo quando gostamos muito da vida que temos, as mudanças são inevitaveis. Quando resistimos mudar, ou quando conseguimos mudar, nos descontrolamos. De fato, a ninguém superiormente inteligente deveria interessar controlar coisas, eventos e muito menos pessoas. Tenho observado que somos escravos de tudo e de todos que pensamos que controlamos. Ninguém controla efetivamente o que quer que seja, sem perder um tanto da própria liberdade. E, sem liberdade para variar a si mesmo, o controle de coisas, eventos e pessoas é um desvario.

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INTENSIDADE É PODER

Por Professor Alexandre do Espírito Santo , Ph.D.

 

Tenho observado que sem a necessária intensidade no caminhar não se consegue fazer a curva que nos coloca num novo caminho. Precisamos de intensidade em tudo que acreditamos definitivamente para que a mudança desejada aconteça naturalmente, como se ela estivesse esperando que atingíssemos o ponto certo do intenso.

Bruce Lee foi meu modelo de intensidade na década de 70. O filme dele que mais me impressionou nesse particular é um em que ele aparece fazendo exercícios. É claro jamais tive a capacidade de imitá-lo no esforço para ser o que foi. Mas, carreguei comigo alguns lampejos da sua intensidade em tudo que fazia quando crescia.

Parafraseando Dr. Tao (o mais jovem Fields Medal de Matemática) “a gente acaba se tornando intenso, sendo intenso em tudo que busca”.

Aprendi que a racionalização nos momentos e situações difíceis é a morte da intensidade. Somos frouxos quando deixamos a intensidade para usar a sabedoria da sobrevivência, do esforço a meio-mastro, seguindo os sábios chineses dos séculos AC, para quem sobreviver era muito. Sobreviver apenas, na verdade, é muito pouco.

Condeno o caldeirão de sopa do bom-senso que se derrama nos piegas conselhos transitados pela internet, tentando fazer que muitos sejam passivos moderados da áurea mediocritas. O homem medíocre não é realmente intenso em quase nada. Mais facilmente se torna sábio, preparando a carne fofa da aposentadoria que intenso. Quer mais o subjective well-being  que surpreender com a ultrapassagem.

As mentes intensas não caem num poço agarrando em todas as saliências dele. Vão até o fundo para não voltar, e se voltam, é para não mais caírem. Não são sábios, são intensos realizadores do que ainda não foi realizado.

O frouxo não sabe a diferença entre uma razão e uma desculpa. O intenso não se desculpa quando erra nem se elogia quando acerta – está fazendo sempre o que sabe fazer melhor. O frouxo busca padrões para não errar, e quanto mais busca mais os encontra e mais sábio fica. Vida sem intensidade é eternidade em pedaços. Pouco constrói e muito dura. Porém, durar não é mérito. Revolucionar é que é.